Há mais ou menos três meses atrás, uma antiga professora de Universidade enviou-me um email: "quer integrar um projecto na Ms?"
Sem saber pormenores disse que sim que estava mais do que interessada, tudo o que queria era começar a trabalhar na área para a qual estudei seis anos.
Esta semana recebi um email da parte da pessoa responsável pelo projecto.
Em quase três meses depois da pergunta que me deixou mais do que feliz, ninguém me disse nada.
Pensei mesmo que não tinha chegado ao destinatário a minha vontade de trabalhar, ainda que fosse de borla e em part-time.
E assim, esta semana num email que apenas me perguntava se estava interessada e sem mais, dizem que a decisão é minha.
Salientei vários pontos burocráticos que precisava de saber para puder tomar a decisão ou não. Até aí tudo perfeito e simples, mas não me sabiam dar mais pormenores de rigorosamente nada. Nem horários, nem locais concretos. Só sabiam que era para começar na próxima semana, que pagam 6€ a hora e que vou ter de me deslocar duma ponta a outra da MS provavelmente, diariamente.
A minha futura supervisora sabe que trabalho, que felizmente tenho essa sorte. Como podem querer que alguém largue tudo do pé para a mão sem saber se vai trabalhar aqui ou na China? e as horas que vai trabalhar e que não vai, em menos de 5 dias.
Acreditem que não estou a ser picuinhas, mas tenho de dar satisfações ao meu actual patrão, assim como um mês à casa para ter direito aos acertos que me farão puder integrar esse projecto, uma vez que ninguém vive do ar, nem o carro nem eu.
Dizerem-me que "só vai ter três pacientes por agora" significa que poderia conciliar os dois empregos, visto que até há um período de experiência.
Perguntei o simples e o básico para puder mudar a minha vida profissional, pediram-me que aguardasse um email ainda esta semana.
Hoje é sexta e o email não chegou.
Se chegar segunda o que faço à minha vida? Janeiro está ai ao virar da esquina e começar o ano desempregada, na pior crise de sempre parece-me o passo que faltava para deixar o país.
Queremos uma vida melhor, queremos trabalhar e tiramos cursos para isso. Precisam de nós mas precisam para ontem e querem que estejamos disponíveis como médicos de banco das urgências.
Não há coerência e um simples pedido para organizar a vida para tratar das coisas e seguir em frente, pode ser a diferença entre conseguirmos o lugar, ou alguém nos ficar com ele.
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