Toda a gente já pensou pelo menos uma vez que gostava de saber o que o futuro lhe reserva. O problema é saber como lidar com essa informação.
Tenho uma amiga que além dum curso na área da saúde, tem outros tantos em medicinas alternativas e principalmente muito ligadas à espiritualidade. É uma pessoa muito sensitiva e para quem conhece pela primeira vez pode ficar impressionado com as coisas que ela diz com a maior das naturalidades.
Já me lançou as cartas duas vezes, e apesar de ser minha amiga de longa data, em relação ao passado e presente leu nas cartas acontecimentos detalhados que jamais poderia saber.
Num lançamento de cartas no Tarot, falar do passado serve precisamente para quebrar o preconceito de que aquilo é tudo uma grande treta. Logo ali ficamos com uma amostra do que nos espera na próxima hora e meia.
O futuro, que todos querem saber -se ganham o euromilhões, se encontram o príncipe/princesa encantada, se vão ter filhos e se virão todos perfeitos- continuamos a ser nós, que com o nosso livre-arbítrio o ditamos. As acções que desencadeamos no presente, têm consequências no nosso futuro. Nada está escrito e dado como certo. Há sempre uma escolha que nos leva a determinado porto, e o que as cartas nos mostram é que no momento, com aquilo que temos em mente o final seria aquele. Cabe-nos a nós escolher (bem).
Já levei algumas amigas às consultas e todas tiveram a mesma opinião. Sentiram-se mais leves, e disseram que se conseguiram encontrar com elas próprias e pensar duma forma que talvez não fariam sozinhas. Penso às vezes, que ser taróloga não deve ser muito diferente de ser psicóloga. Só não jogamos com cartas com bonecos concretos.
E se numa consulta vos dissessem que em breve encontrariam o trabalho certo? Que vão mudar o núcleo de amigos radicalmente? que vão engravidar em breve? que a vossa relação, que até à data parece para a vida, termina no final do ano? daqui a 3 meses? que vão conhecer alguém em breve que vos fará repensar toda a vida? Que a vossa vida não passará de mais do mesmo do que é agora? Que vão subir de posto, mesmo que isso não seja possível no cargo em que estão?
Entre tantas questões de "e se" que o futuro nos pode reservar, aceitariam isso como garantido, ou pensavam como algo que têm o poder para mudar?
Restringiriam a vossa vida à volta duma "certeza" lida numas cartas com bonecos, interpretadas por um desconhecido, ou ficariam apenas alerta e serenos porque sabem que obstáculos podem surgir, quer tivessem sabido ou não?

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