domingo, 8 de julho de 2012

Super Bock Super Rock 2012

Uma pessoa está descansada em casa quando uma amiga lhe diz que tem bilhetes para o SBSR e que na 6ª vai ela e no sábado vou eu.
Oh.
Já fui a outras edições do SBSR mas ainda não tinha ido desde que mudou aqui para pertinho, para o Meco que vai-se a ver e nem sequer é no Meco, mas como é um sitio in faz de conta que é lá.
Com muita pena minha não fui o ano passado, mas por motivos profissionais aliados ás péssimas condições da primeira edição e filas de trânsito de horas para lá chegar, não iria ver o que queria a tempo. Deixei-me estar quieta e fiquei a fazer movimentos autistas em casa, sozinha no escuro.
O cartaz deste festival nem sempre é brilhante para quem gostas de nomes sonantes.
Como adoro bandas quase de garagem fico sempre toda contente.
Adorei o concerto de Alloe Blacc cheio de flow e essas coisas todas que a soul, hip-hop e blues conseguem transmitir.
Peter Gabriel fez as delícias da minha companhia, a mim deu-me sono muito sono. O homem tem uma voz poderosa mas tirando quando cantou  "don't give up" acho que adormeci uma ou outra vez, de pé. Mesmo com toda uma orquestra e um maestro incansável aquilo não é concerto para um pseudo-festival.
Como não sou da moda e trabalho ao fim-de-semana tive de me pôr na alheta antes do concerto do senhor que está na berra - Skrillex (seja ele quem for).
Little Dragon? Ontem mascarada de mexicana com abat-jur na cabeça.

Posto isto algumas considerações:

- Continua a demorar-se mais tempo na curva para o estacionamento do que em todo o caminho até ao recinto.

- Nada a apontar à organização no geral e o meu carrinho ficou protegido e ninguém me trancou a saída.

-Quem é que vai acampar para um festival e fica nas tendas durante os concertos?- Não me refiro aos que estão em coma (alcoólico) profundo.

-A faixa etária continua a baixar consideravelmente nestes eventos. Diria que 17 é a média de idades. Talvez faça um estudo sociológico um dia destes.

- Dress-code: Calções, o mais curto possível e top, ainda que as temperaturas rondem os 15º de máxima à noite, por ser perto do mar. Eu batia o dente à 00.30h e tinha dois casacos, um polar (não tinha a mesma quantidade de álcool e estupfacientes que os outros com toda a certeza).

- Pó, sim algum, alguns sítios tinham relva, ainda que morta. As golas oferecidas no recinto não foram necessárias porque foram concertos calmos, se não seriam certamente um must have.

- Latrinas. Meus amigos pôr UMA latrina ao pé do palco principal é um atentando a tudo e mais alguma coisa. Principalmente porque se destina a deficientes e ninguém quer saber disso. Esta semana dou conta das DST'S que apanhei por ter ido fazer xixi uma vez, o dia todo.

- Esta é uma das minhas reclamações em todos os festivais: três palcos é bom, concertos nos três praticamente em simultâneo, visto que não sou Deus e não sou omnipresente, não é bom. É péssimo. Há bandas pouco conhecidas que são brutais e merecem oportunidade de serem vistas, da mesma forma que gostaria de puder ver o concerto na integra.

- A distância entre os vários palcos devia ser maior. No palco principal ouvia-se tudo vindo dos outros. Uma confusão sonora.

- O som apesar do supracitado é de muito boa qualidade.

Se conseguir bilhetes à borla para o Optimus Alive, dia 14, venho largar aqui mais uma posta de pescada.

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