segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pós dia da Mãe

Trabalho numa loja duma grande superfície comercial onde (felizmente) a crise parece não ter chegado. E o dia da Mãe permitiu-nos vender tanto como na altura do Natal. A loja ficou quase vazia.
Houve compras de Noras generosas para com as sogras (os maridos não se lembram destas ocasiões), Filhos a comprar miminhos para as mães e Maridos a comprar para os filhos pequenos oferecerem ás mães.
A maioria com o sentimento genuíno à flor da pele, porque "mãe há só uma" ou porque "agora que as temos é que as devemos mimar", a outra parte fê-lo claramente por obrigação.
Não porque é caro e procuram apenas uma lembrança simbólica mas muito pelo lado do "estou aqui contigo para escolheres e ainda és esquisita ?" ou "filha ajuda-me qual é a mais bonita ?" "não te vou dizer, tens de ter opinião própria, és sempre a mesma coisa, despacha-te".
Tenho a certeza que houve mães muito orgulhosas das suas crias ontem, não pelas prendas que receberam, mas por saberem que são acarinhadas acima de todo e qualquer bem material, mas aposto que algumas teriam preferido um beijo e um abraço à banalização forçada do consumismo inerente a este dia, que em muitas famílias só serviu para gerar discussões.


Sem comentários:

Enviar um comentário