segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Mais Sal para o Mar
Andei a evitar bater mais no ceguinho, mas acho que se escrever a minha opinião, pelo menos aqui, mal não faz.
Nem sei se alguém vê isto.
Morreram 6 pessoas e nada as trará de volta. Pode-se especular sobre o que verdadeiramente aconteceu, apontar o dedo a este e àquele. Podemos olhar para os factos e perceber que tudo poderia ter sido evitado. Podemos tocar no tema das praxes, mas devemos - acima de tudo - tocar no tema, livre arbítrio e dois dedos de testa.
Estivesse a ser realizada uma praxe ou não, tenha-se assinado um termo de responsabilidade ou não, a menos que tivessem em mente um suicídio colectivo como desfecho do ritual, poderiam ter sempre dito que iam ali sentar-se na areia, o mais distante possível do mar.
A sede de se querer integrar um grupo restrito, de se ser aceite pelos mais velhos e com pseudo-poder, é um coisa lixada. E aqui enquanto psicóloga, vejo a fragilidade daqueles miúdos que lutavam por essa aceitação como se viessem a fazer parte das Nações Unidas e fosse o destino deles acabar com a fome no mundo. No fundo, só iam ganhar um estatuto que só teria validade, às escondidas e dentro do recinto escolar. Estatuto esse, que só serve para fazer aos outros o que lhes fizeram a eles. Assim uma espécie de passagem, de geração em geração, de todo o mal que reside na vivência académica pessoal.
Por isso, fosse ou não uma praxe, o rapaz que não morreu, digamos antes assim, sabia que ia causar uma situação de risco à integridade física dos colegas. Os colegas queriam muito. Pecou por estar a tentar esconder os factos o máximo de tempo possível. Aqui já entramos no campo da obstrução à justiça e de omissão de provas (quando limparam a casa). A verdade é que se era um contra seis, ele não os agarrou à força para entrar no mar. Ser acusado de homicídio não qualificado parece-me excessivo. Mas eu não estava lá.
A amnésia selectiva existe. Aqui parece só conveniente, mas ela existe, acontece precisamente em situações traumáticas como esta, ou até mais simples. O rapaz que não morreu, vai ficar traumatizado até ao fim dos seus dias. Inicialmente nas redes sociais e na comunicação social, foi dito que o rapaz foi encontrado seco e isso gerou sem dúvida, uma onda de fúria e raiva, querendo cruxificá-lo. Agora já se diz que o Inem o encontrou em pré-afogamento e hipotermia. As coisas mudam, assim? Já se tem mais pena dele por isso? Porque sofreu na pele quase o mesmo destino que os amigos?
Antes de se darem as noticias não se deve especular, a opinião publica é moldada com uma pinta incrivel, basta mudar um facto.
Eu vivo perto do Meco. Era a minha praia de infância. Toda a gente daqui, sabe que o Meco não é para brincadeiras. O mar é traiçoeiro demais, dois passos dentro de água e estamos sem pé. As correntes mudam num ápice, as ondas são demasiado grandes por causa da profundidade do mar. Quando a maré está baixa, temos de descer a pique o areal para chegar à água, voltar a subir é obra, a areia vai desaparecendo debaixo dos nossos pés e apesar de estarmos fora de água, é aflitivo na mesma.
Este Inverno o areal simplesmente desapareceu com as vagas, e o areal é extenso.
Era uma noite de inverno, alerta vermelho para a costa, noite de Lua cheia, o que torna o mar duplamente agitado. Mesmo que não soubessem da fama do Meco, quando lá chegassem iam poder ver com os próprios olhos. Não era razão suficiente para se porem a milhas?
Quando ouvi a primeira versão, de que estavam sentados à beira mar e foram levados por uma onda, não me fez qualquer sentido. Conhecendo aquele mar, que uma vez também me quis levar, questionei-me quem é que se sentaria à beira mar, numa noite gélida. A areia molhada, os salpicos do mar no corpo, a impossibilidade de ouvirmos quem conversa connosco, pelo barulho ensurdecedor das ondas. O telemóvel ter ficado seco e seis pessoas levadas pela mesma onda.
Não que fosse impossível terem sido todos arrastados na mesma onda, mas para isso teriam de estar já dentro do mar. Ou apanhados de surpresa porque não estavam de frente para ele.
"Nunca dês as costas ao mar", sempre ouvi dizer.
Talvez nunca saibamos o que aconteceu, ao certo. Podia ter sido apenas um acidente estúpido, mas infelizmente, acredito que já se tornou uma embrulhada muito maior.
Nem sei se alguém vê isto.
Morreram 6 pessoas e nada as trará de volta. Pode-se especular sobre o que verdadeiramente aconteceu, apontar o dedo a este e àquele. Podemos olhar para os factos e perceber que tudo poderia ter sido evitado. Podemos tocar no tema das praxes, mas devemos - acima de tudo - tocar no tema, livre arbítrio e dois dedos de testa.
Estivesse a ser realizada uma praxe ou não, tenha-se assinado um termo de responsabilidade ou não, a menos que tivessem em mente um suicídio colectivo como desfecho do ritual, poderiam ter sempre dito que iam ali sentar-se na areia, o mais distante possível do mar.
A sede de se querer integrar um grupo restrito, de se ser aceite pelos mais velhos e com pseudo-poder, é um coisa lixada. E aqui enquanto psicóloga, vejo a fragilidade daqueles miúdos que lutavam por essa aceitação como se viessem a fazer parte das Nações Unidas e fosse o destino deles acabar com a fome no mundo. No fundo, só iam ganhar um estatuto que só teria validade, às escondidas e dentro do recinto escolar. Estatuto esse, que só serve para fazer aos outros o que lhes fizeram a eles. Assim uma espécie de passagem, de geração em geração, de todo o mal que reside na vivência académica pessoal.
Por isso, fosse ou não uma praxe, o rapaz que não morreu, digamos antes assim, sabia que ia causar uma situação de risco à integridade física dos colegas. Os colegas queriam muito. Pecou por estar a tentar esconder os factos o máximo de tempo possível. Aqui já entramos no campo da obstrução à justiça e de omissão de provas (quando limparam a casa). A verdade é que se era um contra seis, ele não os agarrou à força para entrar no mar. Ser acusado de homicídio não qualificado parece-me excessivo. Mas eu não estava lá.
A amnésia selectiva existe. Aqui parece só conveniente, mas ela existe, acontece precisamente em situações traumáticas como esta, ou até mais simples. O rapaz que não morreu, vai ficar traumatizado até ao fim dos seus dias. Inicialmente nas redes sociais e na comunicação social, foi dito que o rapaz foi encontrado seco e isso gerou sem dúvida, uma onda de fúria e raiva, querendo cruxificá-lo. Agora já se diz que o Inem o encontrou em pré-afogamento e hipotermia. As coisas mudam, assim? Já se tem mais pena dele por isso? Porque sofreu na pele quase o mesmo destino que os amigos?
Antes de se darem as noticias não se deve especular, a opinião publica é moldada com uma pinta incrivel, basta mudar um facto.
Eu vivo perto do Meco. Era a minha praia de infância. Toda a gente daqui, sabe que o Meco não é para brincadeiras. O mar é traiçoeiro demais, dois passos dentro de água e estamos sem pé. As correntes mudam num ápice, as ondas são demasiado grandes por causa da profundidade do mar. Quando a maré está baixa, temos de descer a pique o areal para chegar à água, voltar a subir é obra, a areia vai desaparecendo debaixo dos nossos pés e apesar de estarmos fora de água, é aflitivo na mesma.
Este Inverno o areal simplesmente desapareceu com as vagas, e o areal é extenso.
Era uma noite de inverno, alerta vermelho para a costa, noite de Lua cheia, o que torna o mar duplamente agitado. Mesmo que não soubessem da fama do Meco, quando lá chegassem iam poder ver com os próprios olhos. Não era razão suficiente para se porem a milhas?
Quando ouvi a primeira versão, de que estavam sentados à beira mar e foram levados por uma onda, não me fez qualquer sentido. Conhecendo aquele mar, que uma vez também me quis levar, questionei-me quem é que se sentaria à beira mar, numa noite gélida. A areia molhada, os salpicos do mar no corpo, a impossibilidade de ouvirmos quem conversa connosco, pelo barulho ensurdecedor das ondas. O telemóvel ter ficado seco e seis pessoas levadas pela mesma onda.
Não que fosse impossível terem sido todos arrastados na mesma onda, mas para isso teriam de estar já dentro do mar. Ou apanhados de surpresa porque não estavam de frente para ele.
"Nunca dês as costas ao mar", sempre ouvi dizer.
Talvez nunca saibamos o que aconteceu, ao certo. Podia ter sido apenas um acidente estúpido, mas infelizmente, acredito que já se tornou uma embrulhada muito maior.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Sempre em cima do acontecimento
Já não ia a esta Zona de Lisboa há séculos e quando regresso, penso que me enganei e fui à Serra da Estrela.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Katniss?
Post para cinéfilos.
Ontem quando sai de casa, ouvi uns baques abafados que ficaram a ressoar. Olhei para cima à espera de ver as nuvens de foguetes distantes. Nada. Três baques abafados depois e um silêncio estranho na rua onde ia a passar, só me ocorreu olhar novamente para o céu, a medo e aguardar o holograma com a cara dos abatidos de cada Distrito.
Ontem quando sai de casa, ouvi uns baques abafados que ficaram a ressoar. Olhei para cima à espera de ver as nuvens de foguetes distantes. Nada. Três baques abafados depois e um silêncio estranho na rua onde ia a passar, só me ocorreu olhar novamente para o céu, a medo e aguardar o holograma com a cara dos abatidos de cada Distrito.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
CR 7
Não sei donde veio, nem como aconteceu, mas até fiquei arrepiada e com as lágrimas nos olhos, quando vi o puto a chorar.
Parabéns, o nosso país não pode ser só lembrado pelas coisas menos boas!
Agora o país do Messi não deve ser da mesma opinião depois de ter visto o modelito deste ano. Foi só para não fugir ao que já nos habitou.
Na verdade, eu acho que ele faz de propósito para chamar propositadamente, a atenção toda para ele.
Parabéns, o nosso país não pode ser só lembrado pelas coisas menos boas!
Agora o país do Messi não deve ser da mesma opinião depois de ter visto o modelito deste ano. Foi só para não fugir ao que já nos habitou.
Na verdade, eu acho que ele faz de propósito para chamar propositadamente, a atenção toda para ele.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Aos Aquarianos como eu
AQUARIUS – Does It in the Water
Trustworthy.
Attractive.
Great kisser.
One of a kind.
Loves being in long-term relationships.
Tries hard.
Will take on any project.
Proud of themselves in whatever they do.
Messy and unorganized.
Procrastinators.
Great lovers, when they’re not sleeping.
Extreme thinkers.
Loves their pets usually more than their family.
Can be VERY irritating to others when they try to explain or tell a story.
Unpredictable.
Will exceed your expectations.
Not a fighter, but will knock your lights out.
Discordo totalmente da desorganização, porque sou até bastante obsessiva nesse ponto. E já dormi mais do que durmo actualmente.
Trustworthy.
Attractive.
Great kisser.
One of a kind.
Loves being in long-term relationships.
Tries hard.
Will take on any project.
Proud of themselves in whatever they do.
Messy and unorganized.
Procrastinators.
Great lovers, when they’re not sleeping.
Extreme thinkers.
Loves their pets usually more than their family.
Can be VERY irritating to others when they try to explain or tell a story.
Unpredictable.
Will exceed your expectations.
Not a fighter, but will knock your lights out.
Discordo totalmente da desorganização, porque sou até bastante obsessiva nesse ponto. E já dormi mais do que durmo actualmente.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
National Geographic friday fact
"To stay alert for predators, whales and dolphins shut down half
of their brain and close only one eye when they sleep."
É mais ou menos como eu, só que à sexta feira ao fim do dia desligo o cérebro todo.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Qualquer desculpa serve para não escrever relatórios
Lembrei-me de repente que não percebo porque é que nos parques de campismo, os pais (machos) levam as filhas pequenas à casa de banho das mulheres, como se nada fosse. Muito comum nos estrangeiros, como constactei este verão, entre um gritinho e outro, à saída do banho.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Oh rapariga tu vê lá se atinas!
Hoje ao ir buscar uma paciente de 6 anos: *criança desvairada a correr pela sala de aula até ao meu encontro e a agarrar-se à minha barriga* " EU SEI QUE TU TENS UM BEBÉ AÍ, DENTRO DA BARRIGA".
Dois segundos de pânico depois, lembrei-me que a miúda me confunde com a Terapeuta da Fala, todas as semanas. E que não padece de psicose. Ou de dom divinatório.
Dois segundos de pânico depois, lembrei-me que a miúda me confunde com a Terapeuta da Fala, todas as semanas. E que não padece de psicose. Ou de dom divinatório.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Tristeza
É ficar com uma tendinite por começar a jogar candy crush saga e querer "apanhar" quem joga desde que isto apareceu.
domingo, 5 de janeiro de 2014
É quando eu quiser e acabou-se
Isto do Natal e da passagem de ano durar tudo junto duas semanas é muito pouco.
Toma lá bolos que eu é que sei.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Olá 2014
Aqui estou eu ao quarto dia de 2014.
Depois de uma passagem de ano caseira a custo 0, onde me esqueci de pedir 12 desejos e comi as passas todas duma vez, porque as odeio, acho que continua tudo igual.
Tenho uma fita de persiana nova, porque a velha rebentou-me nas mãos ao acordar do dia 1. Caiu-me a persiana e fiquei um dia às escuras.
Ainda não pude usar a minha máquina digital nova no exterior porque não pára de chover e não tenho bolsa para a proteger (essas coisas custam pra cima dos 25€).
Já regressei ao trabalho com a motivação a arrastar pelo chão. Lembro-me da minha cama e do meu edredon a cada dez minutos.
Decidi que este ano ia passear mais, visitar os sítios que ando a dizer que vou visitar há dois anos, comer nos restaurantes que me apetecer, sem ter de ficar deprimida com o saldo da conta, tentar dar uma volta na minha vida profissional para puder começar uma vida a dois, a sério.
Vamos lá ver quantas destas coisas consigo cumprir..
Depois de uma passagem de ano caseira a custo 0, onde me esqueci de pedir 12 desejos e comi as passas todas duma vez, porque as odeio, acho que continua tudo igual.
Tenho uma fita de persiana nova, porque a velha rebentou-me nas mãos ao acordar do dia 1. Caiu-me a persiana e fiquei um dia às escuras.
Ainda não pude usar a minha máquina digital nova no exterior porque não pára de chover e não tenho bolsa para a proteger (essas coisas custam pra cima dos 25€).
Já regressei ao trabalho com a motivação a arrastar pelo chão. Lembro-me da minha cama e do meu edredon a cada dez minutos.
Decidi que este ano ia passear mais, visitar os sítios que ando a dizer que vou visitar há dois anos, comer nos restaurantes que me apetecer, sem ter de ficar deprimida com o saldo da conta, tentar dar uma volta na minha vida profissional para puder começar uma vida a dois, a sério.
Vamos lá ver quantas destas coisas consigo cumprir..
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