Andei uma data de tempo a queixar-me que não tinha casamentos e este ano já tive dois e provavelmente vem ai outro a caminho.
Ir ao casamento dos outros faz-me pensar acerca da palavra C.
Nunca quis casar é tudo o que sei. Quando era pequena e brincava com as bonecas só mesmo muito pequena (4 anos) é que elas tinham maridos, daí em diante começaram a ser mães solteiras e independentes. Ou viúvas. Freud adoraria ter-me tido como caso de estudo.
Pois bem, acontece que a parte da festa já desperta em mim outros sentimentos. Epá eu quero aquilo! As fotos que podem ficar TÃO engraçadas, a recepção dos convidados com os croquetes e a sangria fresquinha, o buffet e o bailarico, o bolo com a massapão, a melhor cobertura de sempre inventada para bolos. E a familia e os amigos ali, a comer à nossa pala é certo, mas acima de tudo a partilhar aquele momento de cumplicidade, onde só entra quem já entrou nos nossos corações.
O primeiro casamento foi no civil, foi rápido e engraçado e chegamos rapidamente ao que interessava, á comida. O segundo foi pela igreja e lamento se ferir susceptibiliades mas foi uma seca. E pior o Padre fez muitas referências subtis ao aborto e que o lugar da mulher era na cozinha, submissa, casta e pura e essas coisas. Todos repararam nas passagens que foram escolhidas e que foram um tanto ou quanto agressivas. Ou então se calhar somos nós que somos sensiveizinhos. Mas apesar disso, foi este último que juntou os amigos de infância, os amigos recentes e os apêndices dos amigos, num ambiente sem palavras que deixou todos emocionados por diversas vezes e onde todos nos divertimos e rimos à gargalhada até ao fogo de artifício no final da noite.
E na noite de núpcias também. Afinal pôr galinhas a dormir na cama dos recém-casados é uma ideia de génio não é? ;)
Pensando nisto, ainda não sei se um dia surgir a oportunidade vou querer dizer o sim, ou se prefiro dizer que sim todos os dias sem ter que ficar provado num papel.
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